Páginas

sábado, 12 de novembro de 2011

A Razão de Quase Toda Guerra

Desde que se conhece a história da humanidade, o que não nos falta são histórias de guerras para contar, para um filme, etc. O bicho-homem tem o dom de guerrear!

E quem foi que disse que é só com bombas e tiros que se faz uma guerra? A religião está entre os motivos que mais "justificaram" guerras na história e, em tese, deveria pregar justamente o contrário. Mas algumas ainda insistem em fazer uma guerra de princípios com outras... Triste...

Dias atrás tive a felicidade de, pasmem, participar de um retiro. Pasmem porque quem me conhece mais de perto sabe que não sou mais tão ligado em alguma religião propriamente dita. Afinal, acredito que não é a Religião em si que te aproxima de Deus (ou seja lá o nome que você dá para o Ser Supremo de sua crença), mas sim a Fé que você tem nO Cara.

Mesmo assim, lá fui eu, a convite de uma amiga e colega de trabalho e incentivado por outro amigo de quase uma década de amizade, porém fui sozinho. Entretanto, o tal retiro, intitulado Encontro com Deus, era praticamente evangélico (entenda-se aqui "embasado apenas e tão somente no evangelho, na Bíblia", sem nenhuma conotação de rótulos).

Tá, mas qual o problema disso? De fato, nenhum! A não ser o veloz movimento de parafuso que minha cabeça entrou, quando me vi confrontado com alguns conceitos que sempre carreguei comigo. Afinal, tenho uma formação católica de infância, acreditando em alguns princípios espíritas que adquiri com o passar dos meus míseros 29 anos.

Então decidi -  "já que estou aqui por vontade própria, sem nenhuma coação, vou fazer o melhor possível para aproveitar e refletir sobre a minha Fé, a minha relação direta com Deus, à minha maneira, respeitando todos os demais". E assim o fiz, sem maiores problemas. Fui muito bem tratado por absolutamente todos, inclusive pela liderança da igreja, que soube sobre minhas idéias de Deus, etc. Posso considerar que em momento algum fui "forçado" a nada e fui muito respeitado.

Sucesso total, me senti reconfortado pela minha Fé, com energias recarregadas! Mas o meu grande presente daquele retiro veio em seguida, quando o evento terminou. Percebi que o que eu tinha realizado durante aqueles dois dias, além de exercitar a minha espiritualidade, foi talvez o meu maior exercício de respeito a mim, à minha crença, ao próximo e à sua crença! O resultado disso não poderia ter sido diferente - sorrisos!

Inevitavelmente pensei: "É tão simples lidar com as diferenças - é só respeitá-las e focar naquilo que temos em comum..."

A tal razão da guerra, na verdade, deveria ser então uma oportunidade de crescer. É bem provável que no próximo cadastro que eu tenha que preencher, o faça da seguinte forma:

"Qual a sua religião?" - resposta: "O amor ao próximo..."



Observação: sim, eu voltarei lá! ;)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Sua vez de dizer.